Notas Balsâmicas, com Absoluto de Baunilha

Notas Balsâmicas, com Absoluto de Baunilha
4 de novembro de 2015 Quinarí Essencias

baunilha

O absoluto de baunilha é conhecido cientificamente pelo nome de Vanilla planifolia Andrews, entretanto também pode ser encontrado pelas denominações de Vanilla fragrans salisbury, Vanilla comum, Vanilla Reunion (ex-bourbon) ou simplesmente baunilha. Esta substância é pertencente ao gênero Orchidaceae e classificada na família olfativa como notas balsâmicas. Trata-se de um líquido viscoso, de coloração marrom-escura, com odor doce e balsâmico. É empregado na alimentação, como aroma, e na perfumaria (às vezes como fixador). Sua origem procede de uma vinha herbal trepadeira perene de 25 metros de altura, com hastes verdes e grandes flores brancas. As cápsulas verdes ou frutais são prontamente colhidas depois de oito ou nove meses na planta, e tem que ser tratadas. A vanila in natura “poda” ou “grão”, que tem 14-22 cm, tem que ser fermentada e seca para alterar-se nos fragrantes grãos de vanila marrom do comércio – um processo que pode levar 6 meses para ser completo. Durante o processo de secagem, a vanilina acumula-se como cristal branco na superfície do grão. O resinóide (muitas vezes chamado de óleo resina) é obtido por extração com solvente dos grãos de vanila tratados. Já o absoluto é ocasionalmente produzido por extração do resinóide.

Além da vanilina, que corresponde de 1,3% a 2,9% da composição do óleo, este ainda contém mais de 150 outros elementos, entre os quais o ácido capróico, ácido acético, eugenol e furfural. Na perfumaria, incorpora a composição dos seguintes perfumes: Shalimar (1925), de Guerlain, Must (1981), de Cartier, Dolce Vita (1995), de Dior e Kenzo Amour (2006), de Kenzo.

Shalimar (1925), de Guerlain

Shalimar é um dos perfumes de destaque da perfumaria francesa. Sempre atual, ele atravessa o tempo sem sofrer modificações, permanecendo o mesmo modelo de nota oriental. É dito que Jacques Guerlain criou esse perfume para prestar homenagem à lendária história de amor de Mumtaz e do imperador SHAHJAHAN nos jardins de Shalimar em AGRA. As flores conferem à este perfume uma sensação de fuga e intensidade, com aromas muito envolventes de íris, jasmim, rosas e talco. A íris apresenta uma impressão de sensualidade exagerada pela famosa baunilha, também destacada por outras notas balsâmicas, como a mirra doce.

Must (1981), de Cartier

Primeiro perfume de Cartier, ele se insere no espírito de um Shalimar, com notas verdes de gálbano e de abacaxi para substituir a bergamota. As notas florais leves são de uma intensa luminosidade (neroli, jasmim, hedione, rosa e narciso), enquanto que o fundo associa madeiras quentes com notas animais e é suavizado pelo creme do sândalo, fava tonka e baunilha.

Dolce Vita (1995), de Dior

Um verdadeiro elixir de felicidade, Dolce Vita é um perfume epicurista. Simples e marcado por contrastes, é um símbolo “anti-depressão” que retoma o imaginário dos filmes dos anos 60. O cedro, tradicionalmente masculino, é aqui revestido de um toque feminino, apimentado e sensual, com um frutado de ameixa. Trata-se de um floral enriquecido pela rosa, flor de lís e magnólia, calorosamente temperado com canela, cravo da índia e cardamomo. As frutas, como o pêssego, ameixa e damasco, suavizam a madeira de cedro e de sândalo. E a baunilha, por fim, lhe conferem o calor apaixonante.

Kenzo Amour (2006), de Kenzo

Kenzo Amour é um perfume sensual, doce e alegre. Uma viagem olfativa que remete à Ásia, à Índia e à Birmânia, passando pelo Japão e pela Tailândia. A fragrância possui aromas de arroz, de flor de cerejeira, de madeira de Thanaka e de incenso, enriquecida com a doce sensualidade da baunilha. Perfumistas: Daphné Bugey e Olivier Cresp, Firmenich.