Óleo Essencial de Cravo para Unhas com Micose, Frágeis, Quebradiças e Amareladas

Óleo Essencial de Cravo para Unhas com Micose, Frágeis, Quebradiças e Amareladas
4 de março de 2020 Quinarí
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Óleo Essencial de Cravo Micose Unhas

A onicomicose (micose de unha) é o nome dado ao conjunto de infecções causadas por fungos que acometem as unhas e o tecido ao redor delas, as dobras periungueais. Representa 20% das doenças das unhas e é uma das mais frequentes causas de onicopatias em todo o mundo. Afeta tanto as unhas das mãos quanto as dos pés, sendo a unha do dedo grande do pé (hálux) o ponto mais vulnerável à infecção fúngica. De acordo com Araújo e colaboradores (2003) em “Onicomicoses por fungos emergentes: análise clínica, diagnóstico laboratorial e revisão”, os agentes etiológicos causadores de onicomicoses podem ser: 1) dermatófitos (de 80 a 90%), que se valem da queratina como fonte nutricional; 2) leveduras (5 a 17%), que atacam com maior frequência as unhas das mãos; 3) fungos filamentosos não dermatófitos (2 a 12%), que se alimentam de matéria orgânica em decomposição no solo e que utilizam os seres humanos como hospedeiros. De maneira geral, conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia, dentre os principais sinais da doença estão as variações na coloração das unhas, que se tornam esbranquiçadas e/ou adquirem tons amarelados ou escuros, onicólise (descolamento da borda livre), espessamento, leuconia (manchas brancas), fragilidade (quebradiças), dores de intensidade variável e odor desagradável.

O óleo essencial de cravo é extraído por destilação a vapor das folhas, galhos e botões floríferos da Eugenia caryophyllus. Dentre os seus constituintes, são três os predominantes, o eugenol, de 70 a 90%, o acetato de eugenilo, de 10 a 15% e o humuleno e cariofileno, de 5 a 12%. Juntos, eles representam cerca de 99% da sua composição. Dentre eles, o eugenol, tal como o terpinen-4-ol no caso do tea tree, pode ser entendido como sendo o “ativo” do óleo essencial de cravo, afinal, é ele quem possui propriedades antimicóticas cientificamente comprovadas. Basicamente, o eugenol é um fenol cujo mecanismo de ação, na sua plenitude, é bastante complexo e ainda está sob investigação uma vez que este químico aromático é capaz de agir em diferentes sistemas biológicos. No caso das onicomicoses, de acordo com Pereira (2013) em “Investigation on mechanism of antifungal activity of eugenol against Trichophyton rubrum“, o eugenol também parece atuar na inibição da biossíntese do ergosterol, pois, após entrar em contato com dermatófitos Trichophyton rubrum, foi capaz de causar anormalidades na sua morfologia, produzindo hifas largas, curtas e torcidas com diminuição da conidiogênese. Inclusive, neste estudo, houve uma redução de mais de 50% das cepas de T. rubrum – um dos principais causadores de onicomicoses – mesmo numa pequeníssima concentração, MIC = 256 µg/mL.

Além disto, o eugenol possui outra propriedade bastante interessante, a de analgesia (perda ou ausência de sensibilidade à dor), o que pode ser muito útil nas onicomicoses doloridas. Neste sentido, estudos in vitro indicam que ele exerce um efeito agonista sobre o ácido gama-aminobutírico (GABA) e antagonista sobre o glutamato, que atua sobre os receptores N-metil-d-aspartato (NMDA), ambos com grande relevância na transmissão da dor. O GABA, aliás, é o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central, que causa anestesia e redução dos movimentos respiratórios e dos batimentos cardíacos. Assim sendo, é evidente que o eugenol, em especial através do óleo essencial de cravo, também pode contribuir positivamente no tratamento das onicomicoses. Modo de uso: a fim de se evitar reações alérgicas, o óleo deve ser diluído num óleo vegetal (ou carreador), tal como o de semente de uva, avelã, rosa mosqueta entre outros, na seguinte razão: 20 gotinhas do óleo essencial (o equivalente a +/- 1 mL) em 9 mL de óleo vegetal. Recomenda-se que o paciente faça uma higienização prévia do local afetado com um sabonete antisséptico e água em abundância, para, em seguida, realizar a aplicação tópica do óleo; num intervalo de 8/8 horas.